segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mapas; Regionalizações

Acesse os links:

http://www.geografiaparatodos.com.br/index.php?pag=mapastematicos

clique no mapa que deseja, vai abrir uma janela. Depois é só clicar com o botão direito do mouse e salvar imagem como...

http://www.br.all.biz/s5282/

jOGOS DE GEOGRAFIA: http://www.cnpsa.embrapa.br/jogos/

Leia Tratado de Ayacucho: http://www.info.lncc.br/guajaram.html;
                                          http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Ayacucho

Características dos Países da America do Sul:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Pa%C3%ADses_da_Am%C3%A9rica_do_Sul

Países das Américas: http://www.portalbrasil.net/americas.htm



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O mais novo país do mundo é africano: Sudão do Sul


Sudão do Sul se torna o mais novo país do mundo

Atualizado em  8 de julho, 2011 - 18:52 (Brasília) 21:52 GMT
Mulher comemora nas ruas de Juba a independência do Sudão do Sul. AFP
O Sudão do Sul discute se cria uma nova cidade para ser a capital, que por ora é Juba
O Sudão do Sul se tornou oficialmente às 18h01 desta sexta-feira (hora de Brasília, 0h01 de sábado, hora local) o mais novo país do mundo, ao oficializar sua independência do restante do Sudão.
Nas ruas da capital do país, Juba, centenas de pessoas comemoraram a mudança logo após o horário oficial da separação do norte.
Segundo o enviado da BBC a Juba Will Ross, às vésperas do nascimento do país as rádios tocaram sem parar o hino nacional sul-sudanês, composto por estudantes locais.
O país nasce a partir de um acordo de paz firmado em 2005, após 12 anos de uma guerra civil que deixou 1,5 milhão de mortos. Em janeiro, 99% dos eleitores do Sudão do Sul votaram a favor da separação da região, predominantemente cristã e animista, em relação ao norte, governado a partir de Cartum, onde a população é em sua maioria muçulmana e de origem árabe.
Nesta sexta-feira, o governo do presidente sudanês, Omar Bashir, reconheceu formalmente a independência da parte sul de seu país. Ele estará em Juba, no sábado para a festa, assim como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que será recepcionado pelo presidente interino do Sudão do Sul, Salva Kiir Mayardit.
Apesar de possuir grandes reservas de petróleo, o Sudão do Sul nasce como um dos países mais pobres do mundo, com a maior taxa de mortalidade materna, a maioria das crianças fora da escola e um índice de analfabetismo que chega em 84% entre as mulheres.
Embora não haja estatísticas oficiais, a ONU estima que a população do país varie entre 7,5 e 9,5 milhões. O Sudão do Sul também nasce sendo um dos maiores do continente, superando as áreas de Quênia, Uganda e Ruanda somadas.
Crianças em Juba, no Sudão do Sul. Getty
Após comemorar a independência, o Sudão do Sul terá de resolver a questão da fonteira com o norte
Abyei e Kordofan
A independência está sendo celebrada sem que as fronteiras entre o sul e o norte já estejam completamente definidas. Um foco de tensão é o debate sobre quem ficará a região de Abyei, rica em petróleo.
Em maio, forças do Sudão do Norte entraram em Abyei. Os conflitos forçaram 170 mil pessoas a deixarem suas casas, para fugir da violência.
O acordo de 2005 previa um referendo para os moradores da área decidirem se ficariam com o norte ou o sul, mas por causa da tensão a votação ainda não ocorreu.
Antecipando-se a uma eventual retomada da guerra civil, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, também em maio, o envio de uma missão de paz com 7 mil militares para a área, a maioria da Etiópia.
A separação também acendeu os ânimos na região de Kordofan do Sul, que está sob controle do governo de Cartum.
Povoada por minorias étnicas sem ligação com a população árabe do norte, a região quer se juntar ao novo país. Confrontos na região já provocaram o deslocamento de 60 mil moradores.
Petróleo, selos e capital
A questão do petróleo é uma das questões mais sensíveis na divisão do Sudão.
A maior parte das reservas fica no sul, mas quase toda a infraestrutura para refino e transporte fica no norte. Por enquanto, a receita é dividida meio a meio.
Além de discutir uma nova divisão nos lucros, o sul e o norte também têm de dividir a dívida pública do Sudão.
A nacionalidade dos sul-sudaneses que vivem no norte é outro problema. O governo de Cartum já revogou a cidadania destas pessoas, que agora migram em massa para a antiga terra natal, para se tornarem cidadãos do mais novo país do mundo.
Mas as delicadas questão envolvendo o norte não são os únicos problemas que o Sudão do Sul está tendo que enfrentar.
O país ainda discute, por exemplo, quem irá estampar as notas da futura nova moeda, o design dos selos e até qual será a capital – Juba ou uma nova cidade a ser construída, que pode até ter o formato de animais ou frutas africanas.

O nascimento do país também provocou mudanças na ONU, onde engenheiros discutem se incluem mais uma cadeira no já apertado plenário da Assembleia Geral, ou se o Sudão do Sul vai ocupar o espaço do Vaticano ou da Autoridade Palestina, que têm assento na sala, mas não são Estados-membros.
Sudão, um país dividido

As grandes diferenças que dividem o Sudão são visíveis até do espaço, como mostra essa imagem de satélite da Nasa. Os Estados do Norte são uma área desértica, interrompida apenas pelo fértil vale do Nilo. O Sul do Sudão é coberto por vastas áreas verdes, pântanos e florestas tropicais.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Imigração

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Peru faz apelos para Brasil receber imigrantes haitianos na fronteira

Altino Machado às 9:47 am
DIRETO DE IÑAPARI
Jeanelus e a filha Belizaire
Jeanelus e a filha Belizaire
Autoridades de Iñapari, no Peru, passaram a fazer apelos para que o governo brasileiro receba um grupo de 162 imigrantes haitianos (124 homens e 34 mulheres) que ocupa o coreto da praça de armas da cidade de 1,2 mil habitantes.
Ao relento, sem apoio de grupos de defesa dos direitos humanos, os haitianos que estão em território peruano padecem de fome, sede, não têm onde beber água e dormem sentados no chão, recostados na bagagem ou no corpo dos compatriostas.
- Nós não temos nada, mas aqui está melhor do que no Haiti. Perdemos tudo em nosso país, onde tudo permanece no chão desde o terremoto - afirmar Jeanelus Eslande, de 37 anos, enquanto capta água da chuva com uma garrafa de plástico.
Ex-empregada domésticca, Jeanelus deixou na casa de parentes um filho de seis anos de idade e se aventurou na longa viagem com esperança de ingressar no Brasil acompanhada da filha Belizaire Mirmathe, de 13.
- No Haiti, estamos morrendo de fome, doenças, e não temos trabalho. Querem nos mandar de volta para lá, mas o que vamos fazer no Haiti se vendemos tudo o que tínhamos para chegar até aqui? - indaga a mulher, que dormiu com a filha, ambas escoradas na mala que carregam.
Iñapari é separada pelo Rio Acre do município de Assis Brasil, a 345 quilômetros de Rio Branco, a capital acreana. Na quarta-feira (18), quando havia apenas 120 haitianos do lado peruano, os imigrantes tentaram atravessar a Ponte da Integração, mas foram barrados por agentes da Polícia Federal, que pedi reforço da Força Nacional para enfrentar a situação.
Os 162 imigrantes que estão em Iñapari saíram do Haiti antes do dia 12, quando o governo brasileiro decidiu pela emissão limitada de vistos de trabalho para haitianos e determinou o reforço policial na fronteira com a Bolívia, Perua e Colômbia.
O visto terá caráter especial e será concedido pelo Ministério das Relações Exteriores, por intermédio da embaixada do Brasil em Porto Príncipe, capital do Haiti.
Uma resolução do Conselho Nacional de Imigração prevê que poderão ser concedidos até 1,2 mil vistos por ano, correspondendo a uma média de 100 concessões por mês.
No coreto de Iñapari, haitianos sonham com o Brasil
No coreto de Iñapari, haitianos sonham com o Brasil
O governou brasileiro alega que o objetivo da medida é regularizar a situação dos imigrantes haitianos que têm entrado no país pelo Acre e pelo Amazonas. Segundo o Ministério da Justiça, foram quatro mil no ano passado.
O grupo que se encontra na praça de Iñapari já estava em viagem quando o governo brasileiro decidiu praticamente fechar a fronteira. Na quarta, em carta enviada ao prefeito de Iñapari, os haitianos deixaram claro que o destino deles é o Brasil.
- Nós estamos de passagem somente, porque nosso objetivo é chegar ao Brasil, em busca de melhores condições de vida, já que nosso país está devastado pelo  terremoto. Não temos nem água para tomar banho nem para beber e já estamos adoecendo por causa disso.
Na carta, os haitianos pediram aos peruanos hospedagem, comida e água como ajuda humanitária. Depois que os imigrantes foram barrados e enviaram a carta, autoridades brasileiras e peruanas se reuniram em Iñapari no dia seguinte.
Segundo informações da Direção de Migrações de Puerto Maldonado, uma da regiões mais pobres do Peru, mais haitianos estão a caminho de Iñapari, onde as autoridades não contam com recursos financeiros nem infraestrutura para ajudá-los. A presença dos haitianos já é considerado um problema social na pequena cidade.
O superintendente da Polícia Federal no Acre, José Calazane, participou da reunião junto com o delegado Edilson Barbosa. A PF permitirá apenas o ingresso de haitianos que apresentarem passaporte com visto obtido na Embaixada Brasileira em Porto Príncipe.
- Nós temos que cumprir uma decisão de estado. Não estamos autorizados a permitir o ingresso de imigrantes que deixaram o Haiti antes da decisão do governo brasileiro. Dependemos agora de uma decisão da presidente Dilma. Só ela para resolver o impasse - disse o superintendente Calazane.
As autoridades peruanas informaram que todos os haitianos presentes em Iñapari são considerados imigrantes legais, pois  ingressaram no Peru com vistos de turistas. Eles poderão permanecer no país até um ano.
Os peruanos pediram com insistência para que a Polícia Federal permita o ingresso dos haitianos em território brasileiro. Eles também defenderam que a diplomacia dos dois páises devem buscar um solução humanitária para o problema.
- Com homens e mulheres impedidos de passar para o Brasil, porque na ponte está a Polícia Federal vigiando, está criada uma crise humanitária na fronteira. Esperamos que as negociações com o governo do Brasil prosperem e os haitanos possam ingressar no país - comentou o padre peruano René Salizar, de Iberia, que atua num grupo de defesa dos direitos humanos na fronteira.
Os haitianos têm agido com honestidade ao tentarem passar pelas barreiras policiais, especialmente quando alcançam a fronteira brasileira.
Existem centenas de caminhos dentro da floresta que conduzem às margens do Rio Acre. A Polícia Federal jamais vai dispor de homens suficientes para garnecê-los.
A partir de qualquer um desses pontos, bastaria os haitianos atravessarem o rio para alcançarem o território brasileiro.
Brasiléia
Café dos imigrantes em Brasiléia
Café dos imigrantes em Brasiléia
Ainda existem 550 imigrantes haitianos no município de Brasiléia, na fronteira com a Bolívia. Diferente dos que estão em Iñapari, estão abrigados, se alimentam três vezes ao dia e várias empresas passaram a disputar a contratação dos imigrantes.
Nesta semana, a construtora Odecrecht levou 40 haitianos para uma obra no Mato Grosso. Entre eles estava um jovem de 24 anos que fala fluentemente cinco idiomas e que nos últimos meses lecionava português para os compatriotas nos finais de semana.
A Romena, uma indústria de massas de Gravataí (RS), contratou 14 haitianos. A empresa pagou as passagens aéreas dos imigrantes do Acre ao Rio Grande do Sul. Tem sido cada dia mais frequente a presença de empresários ou seus representantes selecionando haitianos para o trabalho.
O fazendeiro Antonio Carlos Franganiello Melhem e o filho, Thadeu, agrônomo, se destacam na praça central de Brasiléia, que passa o dia ocupada por homens e mulheres haitianos. Pai e filho conversaram com dezenas de imigrantes ávidos por informações.
- Saiba que sou primo do Wálter Fanganiello Maierovitch, que também escreve em Terra Magazine. Vivo em Sete Barras, perto de Registro, a 200 quilômetros de São Paulo. Estou aqui porque quero sangue novo trabalhando comigo - disse o fazendeiro em entrevista exclusiva ao Blog da Amazônia.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Tipos de Chuva

Podemos entender por precipitação  como sendo o retorno do vapor d’água atmosférica no estado líquido ou sólido à superfície da terra. Formas de precipitação: chuva, neve, granizo, orvalho e geada. Sendo que os dois últimos ocorrem por deposição na superfície terrestre.
Existem três principais tipos de chuvas, que estão relacionados com fatores que a originaram. As chuvas podem ser orográficasciclônicas ou convectivas.

Chuvas orográficas

É originada quando uma massa de ar úmido que se desloca, encontra uma barreira topográfica (serra, montanha, etc), e é forçada a elevar-se, ocorrendo queda de temperatura seguida da condensação do vapor d’água eformação de nuvens. Chuvas orográficas apresentam pequena intensidade, e longa duração. Veja abaixo um esquema de como ocorrem:
Chuva orográfica
Chuva orográfica

Chuvas ciclônicas ou Frontais

Ocorrem no encontro de massas de ar de características distintas (ar quente + ar frio). São caracterizadas por, serem contínuas, apresentarem intensidade baixa a moderada e abrangem grande área. Abaixo seguem as maneiras com que as frentes quentes e frentes frias se distribuem, originando a precipitação (chuva).
chuva ciclonica
Chuva ciclônica ou frontal

Chuvas convectivas

São chuvas causadas pelo movimento de massas de ar mais quentes que sobem e condensam. As chuvas convectivas ocorrem principalmente, devido à diferença de temperatura nas em camadas próximas da atmosferaterrestre. São caracterizadas por serem de curta duração porém de alta intensidade e abrangem pequenas áreas.
Chuva de convecção
Chuva de convecção
Referências bibliográficas:
RONDON, Manoel Afonso Costa. Hidrologia Aplicada. Capítulo 1.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Plebiscito do Pará Aula 7º ano

Pará inteiro poderá votar em plebiscito
Redação Carta Capital 24 de agosto de 2011 às 20:25h
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira 24, por unanimidade (7 votos a 0, com duas abstenções), que toda a população do Pará poderá votar no plebiscito para desmembrar o estado em Carajás e Tapajós. Os ministros seguiram o voto do relator Dias Toffoli e rejeitaram a ação direta de inconstitucionalidade para limitar a consulta às regiões a serem criadas.
Perfis
Caso seja criado, Tapajós teria 722 mil quilômetros quadrados, tamanho superior à soma dos territórios de Espanha, Portugal, Áustria e Suíça, 1,3 milhão de habitantes e 27 municípios.
Carajás somaria 285 mil quilômetros quadrados de extensão, maior que a Inglaterra e a Bélgica juntas. Com população de 1,6 milhão de pessoas, a unidade teria 39 cidades e, segundo dados do Mapa da Violência do Ministério da Justiça de 2008, concentraria o maior índice de homicídios do País: 68,1 assassinatos por ano a cada 100 mil habitantes, contra 11 a cada 100 mil em São Paulo.
O Pará tem 7,4 milhões de habitantes.

Pará: plebiscito aprofunda divisão entre interior e capital02 de outubro de 2011 09h19 atualizado às 09h46
Gustavo Azevedo
Direto de Belém
Conhecido como a obra prima da Amazônia, o Pará poderá se desfazer em pedaços e virar uma página da história brasileira. No dia 11 de dezembro, seus 4,8 milhões de
eleitores vão às urnas escolher se aceitam ou não a divisão do território, criando os Estados de Tapajós, Carajás e o chamado Novo Pará. Apesar de ainda não ter decolado, a campanha para o desmembramento das regiões sul e oeste começa a mexer com os paraenses.
Nas ruas da capital, Belém, a bandeira vermelha com a faixa branca e estrela azul no centro se fortifica, estampando adesivos contra a separação em carros e no tradicional mercado do Ver-o-Peso, em painéis próximos à Praça da República ou em camisetas de camelôs. Em Belém e na região metropolitana, que concentram cerca da metade do eleitorado paraense, praticamente ainda nada se vê da campanha pró separação. As discussões se concentram, por enquanto, em debates entre estudiosos, autoridades e nos gabinetes políticos.
No interior do Estado, no entanto, o verde e o amarelo, cores escolhidas pelas lideranças para marcar as campanhas a favor da separação tomam conta das ruas. A mobilização se concentra principalmente em Santarém e Marabá, as prováveis futuras capitais de Tapajós e Carajás, respectivamente. Para torná-la mais forte, os separatistas dos dois territórios resolveram unir forças e montar uma campanha conjunta.
A primeira demonstração do embate frente a frente veio na partida da Seleção Brasileira contra a Argentina, na última quarta-feira, quando vários torcedores levaram para o estádio do Mangueirão bandeiras e adesivos mostrando suas preferências entre o 77, número que representa o "sim" nas urnas, e o 55, o número do "não".
O grande desafio das frentes criadas para defender suas posições é fazer com que a população entenda o tamanho das mudanças. Sem as propagandas na TV e no rádio, que se iniciam somente em novembro, as lideranças se esforçam para convencer apresentando dezenas de números e estudos. Mas, nas ruas, ainda é comum encontrar pessoas que não sabem que haverá a eleição, ou que sequer conhecem o significado da palavra plebiscito.
As posições
Em um debate promovido pela Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo (Abrajet), na semana passada, o cientista político Roberto Corrêa, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), afirmou que a divisão fortaleceria a força política da região que teria o reforço de mais dois governadores, seis senadores e dezenas de deputados. Ele ressalva, no entanto, o risco de os dois novos Estados ficarem dependentes dos recursos do governo federal, sem criar caminhos de desenvolvimento próprios. Para ele, o processo ainda está centralizado nos setores políticos, principalmente aqueles que almejam destaque maior, sem a sombra da elite de Belém. O envolvimento direto do povo permanece periférico.
Contrário ao desmembramento, o cientista político paraense Edir Vargas, também da UFPA, reconhece a ausência de ações do governo nas regiões do Tapajós e Carajás, o principal argumento das lideranças separatistas. Mas atesta isso a uma política secular brasileira em concentrar os investimentos em regiões com maior população. Para ele, os Estados precisam lutar pela melhor repartição dos impostos e, com isso, investir com mais equilíbrio nas iniciativas sociais, como saúde, educação e habitação.
"Serão necessários centenas de milhões para construir toda a logística dos aparelhos de Estado, com palácios, tribunais, assembleias, contratação de funcionários. Essas regiões poderão ficar como o Amapá, que há mais de 20 anos depende do repasse do governo federal. Não tem economia e é dominado por uma elite política", aponta.
Para ele, a criação dos novos Estados não vai resolver os problemas estruturais. "A lógica do crescimento econômico concentrado na região metropolitana e em torno dos grandes empreendimentos industriais se repetirá e os cidadãos da maioria dos municípios continuarão esquecidos, afinal são as tradicionais elites que se preparam para comandar".
O publicitário e professor Márcio Macedo, um dos coordenadores da frente pró-Tapajós na região metropolitana, afirma que a oposição ao desmembramento criou mitos sobre a inviabilidade de Tapajós e Carajás. Para ele, a criação de novos cargos e estruturas governamentais seriam sustentadas pelos PIBs regionais e, futuramente, se reverteriam em força política. Segundo Machado, a concentração de recursos em Belém e cidades dos arredores atrasa todo o Estado. "Cerca de 83% dos médicos estão em Belém, 96% dos funcionários públicos também estão na região da capital", lamenta. Ele aponta que a falência do Pará, com a perda dos territórios, é um dos maiores mitos. "Somente 16% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) é repassado para Tapajós e Carajás. O resto fica no Pará", destaca.
Reação do governo
Desde que tomou posse em janeiro, o governador Simão Jatene (PSDB) articula uma interiorização de sua administração e, nos últimos meses, segue anunciando investimentos para as regiões separatistas. Mesmo afirmando ser a favor do plebiscito, Jatene já demonstrou ser contrário à divisão. Vendo a campanha do "sim" crescer, o chefe da Casa Civil de Jatene, o deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB), foi exonerado pelo governador para assumir a liderança da frente do "não".
O desmembramento
Se o desmembramento do Estado do Norte for aprovado, o novo Pará ficaria com 80 municípios e uma superfície semelhante à do Estado de São Paulo. Herdaria a parte mais organizada e consolidada da economia - representada, em 2008, por 55% do Produto Interno Bruto (PIB) - e concentraria 80% das indústrias do Estado. Continuaria a ser o maior produtor de pescado do Brasil, a contar com grandes reservas minerais de bauxita, de petróleo e gás no litoral.
Carajás, com população comparável à de Tocantins, teria um PIB de R$ 13,8 bilhões. Estudos preveem a elevação dos gastos públicos estaduais em cerca de 50%, comprometendo 23% do produto interno estadual.
Tapajós, por sua vez, teria população comparável a Rondônia, com cerca de R$ 70 milhões nos cofres públicos para investir em 25 municípios. Dados do IBGE apontam que a região teria um PIB de R$ 5,17 bilhões, superior ao de Amapá, Acre e Roraima.
Esta será a primeira vez em que brasileiros decidirão, nas urnas, se querem ou não dividir um Estado. A separação de Mato Grosso do Sul de Mato Grosso obedeceu a um decreto do governo federal, em 1977. Já o Tocantins deixou de ser território goiano por determinação do artigo 13 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal de 1988.
O plebiscito
O plebiscito está marcado para o dia 11 de dezembro, com a abertura das seções eleitorais às 8h e encerramento da votação às 17h. Todos os eleitores do Pará devem participar. De acordo com o artigo 7º da Lei 9.709/98, no caso de desmembramento deve ser consultada a população diretamente interessada: tanto a do território que se pretende desmembrar, quanto a do que sofrerá o desmembramento.
Também foram definidas as duas perguntas que serão submetidas aos eleitores:
1- Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Carajás?
2- Você é a favor da divisão do Estado do Pará para a criação do Estado do Tapajós?

Não x Sim
Campanha de plebiscito sobre divisão do Pará ainda não começou na TV, mas já tem 'guerra' de jingles na internet
Publicada em 26/09/2011 às 08h40m

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/09/23/campanha-de-plebiscito-sobre-divisao-do-para-ainda-nao-comecou-na-tv-mas-ja-tem-guerra-de-jingles-na-internet-925424900.asp

sábado, 22 de outubro de 2011

A mudança da Paisagem de Tutóia. Aula de Campo de Geografia 6º Ano.

Desculpem o atraso.
No conteúdo que trabalhamos este mês procurei realizar a atividade em parceria com a Professora de História: Helena Maria.
Levamos os alunos ao centro da cidade [praça Getúlio Vargas, avenida, calçadão, cais e mercado], onde os alunos tinham a incumbência de observar e registrar as mudanças ocorridas nas últimas quatro décadas, de um modo bem resumido e até superficial é claro, pois não se trata de uma observação com cunho científico e sim didático, nos locais observados. Cada disciplina: Geografia e História com um roteiro de observação, ou seja, com um olhar específico. Que será trabalhado em sala de aula.
As fotos, me parecem por si só, trauzirem o que pretendíamos observar.
Vamos comparar, as paisagens, sempre com antes e depois, nas imagens [da esquerda antes e da direita depois].

Galera saindo da escola [à esquerda com Professora Helena e à direita, comigo]

Construção de 1939, que ainda resiste ao tempo com pequenas alterações.


Cais antigo, em construção e atual, apresentando áreas de deposição de lixo e esgoto in natura.

Banco do Brasil, pouco alterada a construção. Nas proximidades surgimento de novos prédios. Se nos atentarmos para os detalhes, a foto da esqeurda na frente do prédio do Banco havia uma rua, atualmente, suprimida pela construção da praça, ou seja, a rua não existe mais.

Construções mais antigas no Calçadão. Casa Veras [esquerda], imaginamos ser a construção mais antiga dessa área data de 1936. Foi, possivelmente, o 1º prédio comercial de Tutóia. A foto da direita funcionou uma pousada durante muito tempo e, hoje, parece desativada, conservando o aspecto da construção antiga do início do século XX.

Antes funcionava o banco Banorte, Telma e Correios [esquerda] até meados da década de 90, aproximadamente, atualmente prédio do Colégio São Judas que surgiu no final dessa década.

Provavelmente, datam da década de 40 as fotos antigas [à esquerda]. Uma vez que está gravada a data de fundação da Igreja Matriz (Católica) de 1942 atrás do prédio.

Fundação da Igreja Matriz (Católica) de 1942 atrás do prédio. E mudança no traçado da Rua Senador Leite que desaparece onde, hoje, é a Praça Getúlio Vargas.

Evidência da construção antiga, veja tijolos.

Instituto paulino Neves, a mais antiga instituição de ensino de Tutóia, atualmente desativado pela ameaça de desabamento. [E me desculpem, por falta de atenção política]

José Ramos comércio em dois tempos, sem data definida da foto antiga [esquerda] e atual [direita].

Início da Rua Sabino Conceição, sem data definida, próximo ao cais, antes, e hoje, 2011.

Fotos antigas da fonte: http://www.sergioramos.com.br/tutoia/ e autor desconhecido nas duas fotos da Igreja década de 40. Fotos atuais: Elivaldo Ramos

sábado, 15 de outubro de 2011

Aula de Campo - 6º Ano

ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO

1. Se possível entrevistar alguém idoso no percurso para precisar as datas das fotos. Se existia eletricidade, pavimentação, etc, e comparar (em sala de aula).
1. 1. Alguma rua desapareceu? Qual? O que surgiu no lugar?

1. 2. No passado a paisagem observada apresentava característica rural ou urbana? E atualmente?

1. 3. Que marca do passado ainda está presente na paisagem observada? Em que ponto foi observado?

1. 4. Que aspectos mudaram na paisagem? (Construções, pavimentação, área residencial, rua, área comercial etc)

1. 5. No período (horário) da pesquisa o fluxo de pessoas e de veículos é intenso?

1. 6. Em qual área o movimento é mais intenso?

ÁREA DE VISITA, OBSERVAÇÃO E REGISTRO FOTOGRÁFICO E/OU ESCRITO:

Praça Getúlio Vargas [praça, igreja, edificações, movimento, arborização]
Calçadão [edificações, movimento]
Mercado e Cais (porto, mercado, movimento, cheiros, odores)
Avenida (Praça de Eventos) [movimento, edificações]


ROTEIRO DA ENTREVISTA [COM PESSOA IDOSA]

Nome: ___________________________________________________ idade: _______
Rua/local: ___________________________________________________________
1. Há quanto tempo reside e/ou trabalha no local?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
2. Em sua opinião o que mais mudou nesse lugar ao longo dos anos?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3. Como era o lugar antes [movimento, se existia eletricidade, pavimentação etc]
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4. Há diferenças em morar e/ou trabalhar nesse lugar se comparado com antes? Por quê?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


FUNDAMENTAÇÃO

A paisagem revela a realidade do espaço em um determinado momento do processo. O espaço é construído ao longo do tempo de vida das pessoas, considerando a forma como vivem, o tipo de relação que existe entre elas e que estabelecem com a natureza. Dessa forma, o lugar mostra, através da paisagem, a história da população que ali vive, os recursos naturais de que dispõe e a forma como se utiliza de tais recursos.
A paisagem é o resultado do processo de construção do espaço. (Castrogiovanni, org. Ensino De geografia. Ed. Meditação. Porto Alegre: 2009)

Tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão alcança, é a paisagem. Esta pode ser definida como o domínio do visível, aquilo que a vista abarca. Não é formada apenas de volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons, etc. (...) A percepção é sempre um processo seletivo de captação. (Milton Santos. Metamorfose do Espaço Habitado. São Paulo: Hucitec, 1988.)

Assim, cada um vê a paisagem a partir de sua visão, de seus interesses, de sua concepção. A importância da paisagem, portanto, é única, mas o modo como a aprendemos poderá ser diferenciado.
Nesta linha de raciocínio, outro aspecto que passa a ser importante é a dimensão histórica, que significa, no fundo, buscar explicações para as formas aparentes do espaço e entender o jogo de forças que atuaram na construção do espaço atual. Daí a importância de realizarmos essa pesquisa com a parceria da Professora de História [as observações de história nos ajudarão na percepção geográfica].

COMO E O QUE OBSERVAR

Durante o trabalho de campo observem as transformações que estão acontecendo atualmente nas paisagens do lugar onde vamos observar como construções de casas, reforma de edifícios comerciais, modificações na arborização das ruas, praças etc.
Fazer registro fotográfico, escrito, e/ou desenho [croqui].
Em sala de aula, confeccionar um painel com o tema: “Tutóia: os lugares no passado e no presente”.


              Disciplina: Geografia                                            Data: 11 de outubro de 2011
Professor: Elivaldo Ramos                                   Turma: 6º Ano